"Colaboração em rede e educação".
Inicio
a reflexão sobre o tema ‘’colaboração em
rede e educação’’, lembrando brevemente a experiência que tive, ou melhor,
estou tendo em criar, conhecer e interagir com outros blogs relacionados a
música e educação musical.
Primeiramente,
a criação do blog para disciplina (blog Música
e integração) me mostrou, e isso já nos primeiros dias, a importância de se
ter um local específico para a divulgação das ideias e trabalhos, facilitando, como
muito tem me facilitado, a busca por educadores e profissionais afins e, muito acima
da minha expectativa inicial, me proporcionando a ‘’sorte’’ de poder ir
traçando um caminho mais ‘’linkado’’
com o que tenho procurado na minha profissão.
Agora
já fico mais á vontade para discorrer brevemente sobre a ‘’colaboração em rede e educação’’, título do texto.
Venho
da formação tradicional em música popular, onde se aprendia tudo na prática., e
lembro muito bem do meu início e dos de alguns companheiros onde buscávamos
maior conhecimento, mais informação, tudo a duras penas.
Estou
me referindo, geograficamente, ao interior do estado de São Paulo e,
cronologicamente, nos remetendo a mais ou menos (para mais) 20 anos atrás.
Ampliando pouco a pouco a consciência sobre a
prática musical e, mesmo depois de buscar uma formação mais sólida na área,
nunca tive ou melhor, tivemos incentivo e grande possibilidades de trocar
experiências com outros futuros profissionais ou profissionais, músicos
atuantes na área.
O início como educador foi da mesma forma,
tudo aprendendo e ensinando ao mesmo tempo, sem uma visão ampla e uma
perspectiva maior da que me era apresentada no universo musical que buscava, de
forma simples construir.
Sinto agora a obrigação de comentar sobre EAD e
a colaboração em rede para educação, mais especificamente para minha formação.
Se
não fosse desse modo, com certeza não teria a possibilidade de cursar uma faculdade,
a questão de aulas, matérias e materiais, tudo ‘’dentro’’ de um noteboock, assim
como as atividades de pesquisa, se nenhum obstáculo, pelo menos físico, foi a
maior ‘’ Colaboração da rede para a educação" que vivenciei, ou melhor, vivencio na prática.
Buscando
mais colaboração para escrever, fico contente e abro um riso de canto de boca
quando leio a seguinte frase de Castells (2006, p.16) ''A
sociedade é que dá forma à tecnologia de acordo com as necessidades, valores e
interesses das pessoas que utilizam as tecnologias. Além disso, as tecnologias
de comunicação e informação são particularmente sensíveis aos efeitos dos usos
sociais da própria tecnologia''...
Entendo e concordo que a
sociedade é que formula a tecnologia, e, na minha visão, foi num momento de
acerto de contas com a população menos favorecida, ou melhor ainda, com a
maioria, que foi necessário e natural a busca da integração na rede para que se tivesse, se buscasse uma maior
igualdade nas relações, que fez com que se fossem criadas ferramentas para a
melhor divulgação da educação e do ensino.
O contrário, em qualquer
sociedade, também é indicio de retrocesso. Quando percebo que (novamente me
remetendo a EAD), esse tipo de modalidade de ensino, especificamente quando é
gratuito, está sendo extinta aos poucos, noto uma indiferença, um descaso
intencional na busca por uma sociedade mais igualitária.
Relato isso com base na
vivência dos anos passados aqui no curso de Educação Musical, onde não foram
abertas novas turmas. Mas creio que isso
seja assunto para outra hora.
O acesso á internet está
indiscutivelmente maior por parte da população em geral, mas a tal colaboração
para uma melhor busca de informação para uma melhor qualidade de vida pra
todos, essa ainda fica a desejar.
Já não tenho o mesmo riso de
canto de boca quando concordo novamente com Manuel Castells (2006. P. 18):
“ É por isso que difundir a Internet
ou colocar mais computadores nas escolas, por si só, não constituem
necessariamente grandes mudanças sociais. Isso depende de onde, por quem e para
que são usadas as tecnologias de comunicação e informação.’’
Onde, por quem e para que.
Sinto-me realmente privilegiado e com profunda responsabilidade por não só cursar
uma faculdade num país onde a maioria da população não tem acesso a educação,
mas também por estar a cada dia que passa, criando maior autonomia na busca por
informação, e isso me convida, (é diretamente proporcional) a ter maior
responsabilidade dentro e fora das redes sociais.
E falando de autonomia e
responsabilidade,já na Conferência Mundial de Ensino Superior em 1998, a UNESCO apresenta algumas trocas de
paradigmas, dos quais cito :
‘’Informação/conhecimento. Matérias-primas
inexauríveis, informações e conhecimentos devem ser usados como fontes
geradoras de novos conhecimentos e novas compreensões.
A busca de informações onde
quer que elas estejam, mediante o domínio de diferentes formas de acesso, deve
ser associada ao Desenvolvimento de uma atitude crítica de investigação.
O estudante deve ser capaz de avaliar, reunir
e organizar as informações mais relevantes, transformando-as em conhecimento
pelo processo relacional, comparando identificando fontes, analisando sua
validade e decidindo quais serão as mais úteis para o seu trabalho’’
Tive a oportunidade de
conhecer blogs relacionados a educação, educação musical, musicoterapia , música e educação para desenvolvimento do ser humano, e a
constância que tenho tido nesse tipo de busca me proporcionou um filtro natural
(sem preconceito!) para que pudesse opinar sobre os blogs visitados e escolher
em qual eu poderia me aprofundar e colher algo relevante par minha formação
Passando a revista no texto
que acabo de escrever, noto que talvez, mesmo que de forma simples, talvez já
esteja contribuindo, colaborando em rede. Daí que vem sendo construída e
percebida a minha percepção da responsabilidade que a autonomia, o conhecimento
e o discernimento trazem.
REFERÊNCIAS
BARBOSA, Ana Cristina Lima
Santos e REYES, José Antônio
Aravena.
COLABORAÇÃO EM REDES:
EXPERIÊNCIAS EM EaR NA
GRADUAÇÃO
CASTELLS, M e CARDOSO,G.
O SOCIEDADE EM REDE: DO
CONHECIMENTO À ACÇÃO POLÍTICA
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