UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS / CURSO DE EDUCAÇÃO MUSICAL
Disciplina: Tecnologia
da internet para Educação Musical
Prof Edgar Armeliato
Tutor Gerson Rios Leme
Alunos:
ROSEVANE DA SILVA ALVES
576352
JULIO CESAR COMODARO
FERREIRA 576123
MARCELO TOSTE 576832
FABIANO NUNES E SILVA
576166
MARIA JOSE DE CICCO
576280
SILSA HELENA GARCIA
BEDO 576360
CAMILA 576409
AT 2.2 - Web 2.0 e Educação: Criação Colaborativa de Texto
O uso das tecnologias de informação e comunicação em diferentes
setores da sociedade é um processo crescente e irreversível. O barateamento e o
aumento da oferta dos bens digitais e da conexão à internet não apenas têm
democratizado o acesso à informação, mas também vem modificando a forma como as
pessoas se comunicam, trabalham, fazem política, se divertem, aprendem e
ensinam, entre outras atividades do cotidiano. Essa mudança quantitativa e
qualitativa das relações sociais se deve em boa medida ao advento da chamada
Web 2.0.
A Web 2.0 apareceu pela primeira vez em outubro de 2004, durante
uma “conferência de ideias”, entre a O’Reilly Media e a MediaLive
International, ambas empresas produtoras de eventos, conferências e conteúdos
relacionados principalmente às tecnologias da informação. Os organizadores
tinham como meta a análise das características da rede, reconhecendo
tendências, e com muita antecedência prever as inovações que iriam aparecer no
mundo virtual nos anos seguintes. Segundo O'Reilly (2005), em seu artigo de
defesa do termo Web 2.0, define que ele se refere:
"...
a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para
obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é
desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem
melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência
coletiva."
A expressão Web 2.0 se tornou popular, chamando a atenção de
jornalistas, programadores, empresas de softwares, usuários, entre outros, no
mundo inteiro. Ou seja, a Web 2.0 era uma segunda geração de serviços
aplicativos de rede com recursos e tecnologias que permitiram um grau muito
maior de interatividade e de colaboração na internet.
O acesso, a utilização e
familiarização com essas tecnologias da informação e de comunicação, vem
gradualmente proporcionando ao usuário, quer queira quer não, uma postura mais
ativa nessa sociedade. Aos poucos vamos enxergando uma
mudança de paradigmas, que vai do simples acesso à informação que a maioria
tem-busca, para uma busca na rede, para uma contribuição e divulgação do
conhecimento.
As possibilidades de comunicação oferecidas pela Web 2.0
podem se expandir na elaboração de hipertextos, que podem incorporar sons e
imagens, também se conectando à outras fontes de informação, estabelecendo
relações através de hiperlinks, acessados de uma forma coletiva e que
possibilita a inserção, a alteração, e a construção coletiva de conteúdos, com
acesso à grupos específicos de cada tema pesquisado.
Mas o aspecto mais relevante com relação à caracterização desses
novos mecanismos de comunicação é a possibilidade da interação,
em associação ao pensamento colaborativo. O usuário tem a oportunidade de ser
ativo e participativo no processo de comunicação virtual, produzindo conteúdos
e assim transformando significativamente o seu papel na elaboração e construção
do conhecimento.
Na contingência de não somente receber informações, mas poder
participar efetivamente das contribuições, interagindo nos conteúdos que as
compõe provoca as pessoas para uma nova realidade social e política, que o
insere de modo significativo como administrador da sua própria aprendizagem.
Essa concepção, somada no contexto educacional virtual, acarreta em uma mudança
de paradigmas que tem relação à maneira de como o educador pode pensar e
viabilizar a sua participação no processo de ensino-aprendizagem.
Plataformas como a Wikipédia, procuram, através
da inserção e modificação de conteúdo por parte dos utilizadores, compor
artigos e informações detalhados e credíveis sobre os mais variados temas e
tópicos, de forma enciclopédica. Perguntas e respostas de uns utilizadores para
outros na plataforma em plataformas como Yahoo! Answers. Estas plataformas
geram inteligência coletiva. O objetivo é a contribuição global de todos os
utilizadores, para que a consequente consulta dos conteúdos seja o mais fiável
possível, fundamentada em referências, e usufrua do hipertexto para interligar
artigos e facilitar o aprofundamento da aprendizagem.
Um estigma que se desenvolve ainda atualmente em
relação a estas plataformas é a falta de credibilidade que se atribui a
informação que pode ser alterada de livre-vontade por qualquer utilizador. No
entanto, há que ter em conta que, para cada indivíduo que coloque
propositadamente ou não informações erradas num artigo, existem mais utilizadores
com o interesse em manter intacta a veracidade do mesmo. De acordo com Henry
Jenkins, professor norte-americano e teórico, a inteligência coletiva não é
apenas uma contribuição quantitativa de informação de várias culturas, mas
também qualitativa (Flew, 2008).
A abordagem que permitiu que as plataformas e
conteúdos Web 2.0 crescessem em popularidade parte dos modelos de negócio. A
grande maioria das plataformas principais são de acesso gratuito. Ao contrário
da Web 1.0, como relata o texto, em que os serviços eram pagos, na Web 2.0 o
utilizador paga por “luxos” como maior facilidade de acesso ou algumas
ferramentas extra. Esta abordagem faz com que as plataformas cresçam em
popularidade e grau de usabilidade. Outra abordagem também significativa no crescimento
da Web 2.0, surge por parte de programadores que disponibilizam os seus códigos
e aplicações gratuitamente para uso de outros programadores. Esta abordagem
incentiva a maior criação de software web, acelerando o desenvolvimento de
novas plataformas e portais de conteúdo.
Outro fato importante para interação de rede foi o aumento de base
instalada de banda larga via computador e celular e a flexibilidade no
conteúdo, as informações circulam pela rede, porque nosso espaço geográfico é
dinâmico e nesse sentido os sites passam a ser dinâmicos e sua comunicação
muito mais flexível tanto por editores profissionais quanto para os usuários,
para publicar o conteúdo são vastas as plataformas temos exemplos dos
computadores, tablets e celulares, nesse caso o próprio usuário passa a gerar
conteúdo, como por exemplo, o youtube que o usuário classifica e edita seu
trabalho usando formato como o RSS, que são leitores de feed de notícias,
programas que permitem os usuários da internet se inscreverem em sites específicos
para receberem notícias à medida que as mesmas forem atualizadas.
As redes sociais, outra aplicação típica da web 2.0, são relações
entre pessoas, interagindo na rede cujo objetivo, é fazer conexão entre elas e
proporcionar diversos meios de comunicação e troca de informações, antes
tínhamos os: BBS, fórus, chats entre outros, a comunicação sempre existiu e o
que mudou foi a maneira de comunicarmos e integrarmos nessas redes sociais de
forma direta, as redes sociais são sites e aplicativos que podem ser de níveis
profissionais ou de relacionamentos que permitem o compartilhamento de
informações entre pessoas ou empresas.
Nas redes sociais podemos pensar que ninguém mais tem privacidade,
temos notícias atualizadas o tempo todo de nossos amigos, família, ou alguém
que passamos anos sem ver, mas é uma ferramenta muito útil para manifestações
públicas e protestos, sem contar que é uma excelente ferramenta profissional
abrindo caminhos tanto para interação quanto para divulgação de produtos ou
serviços.
Se tratando de redes sociais, relatamos as informações das
redes sociais mais acessadas no mundo, de acordo com o portal de estudos e
estatísticas Statista, são referentes a janeiro de 2017.
|
Rede social
|
Usuários ativos
|
|
2.047.000.000 +107
|
|
|
#2 Youtube
|
1.500.000.000 +500
|
|
1.200.000.000
|
|
|
#4 Facebook Messenger
|
1.200.000.000
|
|
#5 Wechat
|
889.000.000 +49
|
|
#6 QQ
|
861.000.000 -7
|
|
#7 Instagram
|
700.000.000
|
|
#8 QZone
|
638.000.000 +43
|
|
#9 Tumbrl
|
357.000.000 -193
|
|
#10 Twitter
|
328.000.000 +9
|
|
#11 Sina Weibo
|
313.000.000
|
|
#12 Baidu Tieba
|
300.000.000
|
|
#13 Skype +1
|
300.000.000
|
|
#14 Viber +1
|
260.000.000
|
|
#15 Snapchat -2
|
255.000.000 -45
|
|
#16 Line
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214.000.000 -6
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|
#17 Pintrest
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175.000.000 +25
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|
#18 yy
|
122.000.000
|
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#19 Linkedin
|
106.000.000
|
|
#20 Telegram +1
|
100.000.000
|
|
#21 VKontatke
|
81.000.000
|
As transformações que as tecnologias de comunicação trazem para a
educação também se refletem na educação musical. A
tecnologia abre uma enorme cadeia de possibilidades pedagógico-musicais que
contribui de modo significativo com o desafio docente de tornar a experiência
dos alunos uma forma atraente e dinâmica, na apropriação de conceitos musicais
fazendo a diferença quanto à avalanche de estímulos sonoros, visuais e de
interação, possibilitados pelo universo virtual.
Uma das primeiras
ferramentas utilizadas para educação musical foi a de produção de sons com
diferentes alturas, aproximadamente nos anos 50. Anos mais tarde foi desenvolvido o sistema GUIDO, que era um sistema de
trabalho auditivo, a partir de ditados melódicos
Uma das grandes
novidades é o podcast, que seria, de forma simples de se compreender, como um
programa feito para rádio, com a principal vantagem de possuir um conteúdo
feito sob demanda, com a transmissão sendo feita de um emissor para vários
receptores.
Seja para a edição de partituras, para a gravação e edição de
áudios, ou para as brincadeiras musicais interativas em diferentes níveis de
conhecimento, temos Softwares para cada uma dessas atividades, viabilizando
esses conhecimentos. Você pode ouvir o que quiser, na hora que bem entender.
Essas são algumas das inúmeras possibilidades educacionais
que as ferramentas tecnológicas podem proporcionar à educação musical na
direção de viabilizar novas ferramentas educacionais que possam se mostrar
atraentes e significativas ao educando, de modo a adequar o perfil dos
"nativos digitais" ao desafio, sempre presente na educação.
Referências:
<https://ria.ua.pt/bitstream/10773/11392/1/7777.pdf>
Link acessado em 03/11/2017
INFORMÁTICA
NA EDUCAÇÃO. Uso do computador como mediador no processo ensino-aprendizagem na
educação. 2008. Disponível em: http://verainfedu.wordpress.co
m/category/web-20-na-educacao/. Acesso em: 01 /11 2017
RIBEIRO,
Adriano Carlos; SCHONS, Cláudio Henrique. A contribuição da Web 2.0 nos
sistemas de educação online. Anais do 4º Congresso Brasileiro de Sistemas.
Centro Universitário de Franca UNI-FACEF. 29 e 30 de outubro e 2008. Disponível
em: http://www.facef.br/quartocbs/artigos/G/G_140.pdf. Acesso em: 01/ 11/ 2017
Texto
da Unidade 2 de TIEM, Ufscar. Livro eletrônico: Web 2.0
ARAÙJO,
José Paulo. Tradução Automática de Abstracts: avaliação do potencial e das
limitações de três ferramentas da web. Revista linguagem em (Dis)curso, Tubarão
v.3, p. 69-107, jul./dez. 2002. Disponível em: http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0301/5%20art%203%20P.pdf. Acesso em 01/11/2017.
O'REILLY, Tim. What is web 2.0. Set. 2005.
Ranking
das maiores redes sociais. Disponível em:< https://www.oficinadanet.com.br/post/16064-quais-sao-as-dez-maiores-redes-sociais>. Acesso em: 03/ 11/ 2017.
Oi Amigo, muito bonito seu blog também, gostei muito da sua apresentação, parabéns.
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